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| 1 - | TENDO Jesus dito isto, saiu com os seus discípulos para além do ribeiro de Cedrom, onde havia um horto, no qual ele entrou e seus discípulos. |
| 1 - | ENTÃO respondeu Bildade, o suíta, e disse: |
| 2 - | Até quando poreis fim às palavras? Considerai bem, e então falaremos. |
| 2 - | E Judas, que o traía, também conhecia aquele lugar, porque Jesus muitas vezes se ajuntava ali com os seus discípulos. |
| 3 - | Tendo, pois, Judas recebido a coorte e oficiais dos principais sacerdotes e fariseus, veio para ali com lanternas, e archotes e armas. |
| 3 - | Por que somos tratados como animais, e como imundos aos vossos olhos? |
| 4 - | Oh tu, que despedaças a tua alma na tua ira, será a terra deixada por tua causa? Remover-se-ão as rochas do seu lugar? |
| 4 - | Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se, e disse-lhes: A quem buscais? |
| 5 - | Responderam-lhe: A Jesus Nazareno. Disse-lhes Jesus: Sou eu. E Judas, que o traía, estava com eles. |
| 5 - | Na verdade, a luz dos ímpios se apagará, e a chama do seu fogo não resplandecerá. |
| 6 - | A luz se escurecerá nas suas tendas, e a sua lâmpada sobre ele se apagará. |
| 6 - | Quando, pois, lhes disse: Sou eu, recuaram, e caíram por terra. |
| 7 - | Tornou-lhes, pois, a perguntar: A quem buscais? E eles disseram: A Jesus Nazareno. |
| 7 - | Os seus passos firmes se estreitarão, e o seu próprio conselho o derrubará. |
| 8 - | Porque por seus próprios pés é lançado na rede, e andará nos fios enredados. |
| 8 - | Jesus respondeu: Já vos disse que sou eu; se, pois, me buscais a mim, deixai ir estes; |
| 9 - | Para que se cumprisse a palavra que tinha dito: Dos que me deste nenhum deles perdi. |
| 9 - | O laço o apanhará pelo calcanhar, e a armadilha o prenderá. |
| 10 - | Está escondida debaixo da terra uma corda, e uma armadilha na vereda. |
| 10 - | Então Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco. |
| 11 - | Mas Jesus disse a Pedro: Põe a tua espada na bainha; não beberei eu o cálice que o Pai me deu? |
| 11 - | Os assombros o espantarão de todos os lados, e o perseguirão a cada passo. |
| 12 - | Será faminto o seu vigor, e a destruição está pronta ao seu lado. |
| 12 - | Então a coorte, e o tribuno, e os servos dos judeus prenderam a Jesus e o maniataram. |
| 13 - | E conduziram-no primeiramente a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. |
| 13 - | Serão devorados os membros do seu corpo; sim, o primogênito da morte devorará os seus membros. |
| 14 - | A sua confiança será arrancada da sua tenda, onde está confiado, e isto o fará caminhar para o rei dos terrores. |
| 14 - | Ora, Caifás era quem tinha aconselhado aos judeus que convinha que um homem morresse pelo povo. |
| 15 - | E Simão Pedro e outro discípulo seguiam a Jesus. E este discípulo era conhecido do sumo sacerdote, e entrou com Jesus na sala do sumo sacerdote. |
| 15 - | Morará na sua mesma tenda, o que não lhe pertence; espalhar-se-á enxofre sobre a sua habitação. |
| 16 - | Por baixo se secarão as suas raízes e por cima serão cortados os seus ramos. |
| 16 - | E Pedro estava da parte de fora, à porta. Saiu então o outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, e falou à porteira, levando Pedro para dentro. |
| 17 - | Então a porteira disse a Pedro: Não és tu também dos discípulos deste homem? Disse ele: Não sou. |
| 17 - | A sua memória perecerá da terra, e pelas praças não terá nome. |
| 18 - | Da luz o lançarão nas trevas, e afugentá-lo-ão do mundo. |
| 18 - | Ora, estavam ali os servos e os servidores, que tinham feito brasas, e se aquentavam, porque fazia frio; e com eles estava Pedro, aquentando-se também. |
| 19 - | E o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. |
| 19 - | Não terá filho nem neto entre o seu povo, e nem quem lhe suceda nas suas moradas. |
| 20 - | Do seu dia se espantarão os do ocidente, assim como se espantam os do oriente. |
| 20 - | Jesus lhe respondeu: Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde os judeus sempre se ajuntam, e nada disse em oculto. |
| 21 - | Para que me perguntas a mim? Pergunta aos que ouviram o que é que lhes ensinei; eis que eles sabem o que eu lhes tenho dito. |
| 21 - | Tais são, na verdade, as moradas do perverso, e este é o lugar do que não conhece a Deus. |
| 22 - | E, tendo dito isto, um dos servidores que ali estavam, deu uma bofetada em Jesus, dizendo: Assim respondes ao sumo sacerdote? |
| 23 - | Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; e, se bem, por que me feres? |
| 24 - | E Anás mandou-o, maniatado, ao sumo sacerdote Caifás. |
| 25 - | E Simão Pedro estava ali, e aquentava-se. Disseram-lhe, pois: Não és também tu um dos seus discípulos? Ele negou, e disse: Não sou. |
| 26 - | E um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse: Não te vi eu no horto com ele? |
| 27 - | E Pedro negou outra vez, e logo o galo cantou. |
| 28 - | Depois levaram Jesus da casa de Caifás para a audiência. E era pela manhã cedo. E não entraram na audiência, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa. |
| 29 - | Então Pilatos saiu fora e disse-lhes: Que acusação trazeis contra este homem? |
| 30 - | Responderam, e disseram-lhe: Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos. |
| 31 - | Disse-lhes, pois, Pilatos: Levai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe então os judeus: A nós não nos é lícito matar pessoa alguma. |
| 32 - | (Para que se cumprisse a palavra que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer). |
| 33 - | Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus? |
| 34 - | Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim? |
| 35 - | Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? |
| 36 - | Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. |
| 37 - | Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. |
| 38 - | Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dizendo isto, tornou a ir ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum. |
| 39 - | Mas vós tendes por costume que eu vos solte alguém pela páscoa. Quereis, pois, que vos solte o Rei dos Judeus? |
| 40 - | Então todos tornaram a clamar, dizendo: Este não, mas Barrabás. E Barrabás era um salteador. |