| Ver Capítulo Completo |
| 1 - | ENTÃO respondeu Zofar, o naamatita, e disse: |
| 1 - | E NO primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. |
| 2 - | Correu, pois, e foi a Simão Pedro, e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram. |
| 2 - | Visto que os meus pensamentos me fazem responder, eu me apresso. |
| 3 - | Eu ouvi a repreensão, que me envergonha, mas o espírito do meu entendimento responderá por mim. |
| 3 - | Então Pedro saiu com o outro discípulo, e foram ao sepulcro. |
| 4 - | E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. |
| 4 - | Porventura não sabes tu que desde a antiguidade, desde que o homem foi posto sobre a terra, |
| 5 - | O júbilo dos ímpios é breve, e a alegria dos hipócritas momentânea? |
| 5 - | E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia não entrou. |
| 6 - | Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis, |
| 6 - | Ainda que a sua altivez suba até ao céu, e a sua cabeça chegue até às nuvens. |
| 7 - | Contudo, como o seu próprio esterco, perecerá para sempre; e os que o viam dirão: Onde está? |
| 7 - | E que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte. |
| 8 - | Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. |
| 8 - | Como um sonho voará, e não será achado, e será afugentado como uma visão da noite. |
| 9 - | O olho, que já o viu, jamais o verá, nem o seu lugar o verá mais. |
| 9 - | Porque ainda não sabiam a Escritura, que era necessário que ressuscitasse dentre os mortos. |
| 10 - | Tornaram, pois, os discípulos para casa. |
| 10 - | Os seus filhos procurarão agradar aos pobres, e as suas mãos restituirão os seus bens. |
| 11 - | Os seus ossos estão cheios do vigor da sua mocidade, mas este se deitará com ele no pó. |
| 11 - | E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro. |
| 12 - | E viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. |
| 12 - | Ainda que o mal lhe seja doce na boca, e ele o esconda debaixo da sua língua, |
| 13 - | E o guarde, e não o deixe, antes o retenha no seu paladar, |
| 13 - | E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. |
| 14 - | E, tendo dito isto, voltou-se para trás, e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus. |
| 14 - | Contudo a sua comida se mudará nas suas entranhas; fel de áspides será interiormente. |
| 15 - | Engoliu riquezas, porém vomitá-las-á; do seu ventre Deus as lançará. |
| 15 - | Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. |
| 16 - | Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer, Mestre). |
| 16 - | Veneno de áspides sorverá; língua de víbora o matará. |
| 17 - | Não verá as correntes, os rios e os ribeiros de mel e manteiga. |
| 17 - | Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. |
| 18 - | Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor, e que ele lhe dissera isto. |
| 18 - | Restituirá o seu trabalho, e não o engolirá; conforme ao poder de sua mudança, e não saltará de gozo. |
| 19 - | Porquanto oprimiu e desamparou os pobres, e roubou a casa que não edificou. |
| 19 - | Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco. |
| 20 - | E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor. |
| 20 - | Porquanto não sentiu sossego no seu ventre; nada salvará das coisas por ele desejadas. |
| 21 - | Nada lhe sobejará do que coma; por isso as suas riquezas não durarão. |
| 21 - | Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. |
| 22 - | E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. |
| 22 - | Sendo plena a sua abastança, estará angustiado; toda a força da miséria virá sobre ele. |
| 23 - | Mesmo estando ele a encher a sua barriga, Deus mandará sobre ele o ardor da sua ira, e a fará chover sobre ele quando for comer. |
| 23 - | Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos. |
| 24 - | Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. |
| 24 - | Ainda que fuja das armas de ferro, o arco de bronze o atravessará. |
| 25 - | Desembainhará a espada que sairá do seu corpo, e resplandecendo virá do seu fel; e haverá sobre ele assombros. |
| 25 - | Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei. |
| 26 - | E oito dias depois estavam outra vez os seus discípulos dentro, e com eles Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco. |
| 26 - | Toda a escuridão se ocultará nos seus esconderijos; um fogo não assoprado o consumirá, irá mal com o que ficar na sua tenda. |
| 27 - | Os céus manifestarão a sua iniqüidade; e a terra se levantará contra ele. |
| 27 - | Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente. |
| 28 - | E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu! |
| 28 - | As riquezas de sua casa serão transportadas; no dia da sua ira todas se derramarão. |
| 29 - | Esta, da parte de Deus, é a porção do homem ímpio; esta é a herança que Deus lhe decretou. |
| 29 - | Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram. |
| 30 - | Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. |
| 31 - | Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. |